Carla Zambelli é Presa em Roma Após Denúncia de Parlamentar Italiano

Deputada brasileira estava foragida após condenação por envolvimento em ataque ao sistema do CNJ. Ministério da Justiça confirma detenção na capital italiana.

Por Redação Política | 29 de julho de 2025 – Atualizado às 17h38

A deputada federal Carla Zambelli (PL-SP) foi detida nesta terça-feira (29) em Roma, na Itália, em operação conjunta da polícia italiana após comunicação formal de sua localização feita por um parlamentar local. A prisão marca um novo capítulo em um dos casos mais polêmicos da política brasileira recente.

A confirmação foi dada pelo Ministério da Justiça do Brasil. Zambelli, que estava na lista vermelha da Interpol, tornou-se alvo internacional após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão por envolvimento direto com o hacker Walter Delgatti Neto em ataques ao sistema do Conselho Nacional de Justiça (CNJ).

Alerta partiu de deputado ambientalista italiano

A localização da parlamentar foi revelada pelo deputado italiano Angelo Bonelli, integrante do partido ecologista europeu, que divulgou em sua conta na rede social X (antigo Twitter) que havia repassado às autoridades italianas o endereço em que Zambelli estaria escondida.

“Carla Zambelli está em um apartamento em Roma. Forneci o endereço à polícia. Neste momento, a ‘polizia’ está identificando Zambelli”, declarou Bonelli na publicação.

A atuação rápida da polícia italiana resultou na detenção da parlamentar, que agora aguarda os trâmites legais do processo de extradição, já solicitado oficialmente pelo governo brasileiro.

A condenação pelo STF

No mês de junho, Zambelli foi condenada por unanimidade pela 1ª Turma do STF por atos ilícitos contra o sistema eletrônico do CNJ. A corte a classificou como autora intelectual da invasão orquestrada por Delgatti, que inseriu documentos falsificados no sistema judicial, incluindo um falso mandado de prisão contra o ministro Alexandre de Moraes e supostos alvarás de soltura de detentos ligados a organizações criminosas.

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A condenação prevê:

  • 10 anos de prisão em regime fechado;
  • Multa de R$ 2 milhões a título de danos morais coletivos;
  • Perda de mandato, condicionada ao trânsito em julgado da sentença.

Fuga e perseguição internacional

Logo após a sentença, Zambelli deixou o Brasil rumo aos Estados Unidos e, posteriormente, à Itália, utilizando-se de sua cidadania italiana para tentar escapar da prisão. A Procuradoria-Geral da República (PGR) solicitou prisão preventiva, que foi aceita pelo ministro Alexandre de Moraes, relator do caso.

Entre as medidas determinadas pelo STF contra a parlamentar estavam:

  • Bloqueio de perfis em redes sociais;
  • Confisco de bens e ativos;
  • Suspensão do passaporte diplomático;
  • Inclusão no sistema de difusão vermelha da Interpol.

O ministro justificou a prisão ao afirmar que a fuga “tinha por objetivo frustrar a aplicação da lei penal” e demonstrava “persistência no cometimento de crimes”.

Outros processos

Além do caso envolvendo o hacker, Carla Zambelli responde a outros processos no STF e TSE. Entre eles:

  • Ação penal por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguição a um jornalista em 2022 — julgamento está suspenso por pedido de vista, mas já há maioria pela condenação a 5 anos e 3 meses de prisão;
  • Processo no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) por suposta propagação de desinformação eleitoral.

E agora?

Com a prisão oficializada, resta aguardar o andamento da extradição, que poderá levar dias ou semanas, dependendo da tramitação legal entre os governos da Itália e do Brasil. Enquanto isso, a ex-parlamentar segue sob custódia da polícia italiana.

A defesa de Zambelli ainda não se manifestou publicamente sobre a prisão ou sobre eventuais recursos nos tribunais europeus.


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